De tanto desejar voar um dia,
Nas asas de algum sonho eu me perdi
E nunca de outro jeito eu me entendi
Na palavra,
O signo que me marca,
Pedra angular,
Rocha esculpida
A alma,
Invisível, se revela,
Quando alinho-a
Paralela,
Pensa que sou triste,
A minha alma.
Palavra sem pudor, palavra bruta
A pura flor que nasce da ternura
Eu
Faço versos
Como quem ora,
Me entontece,
No que há nelas
De espanto e primavera
Eu vejo
Rosas de fogo