Embrulhei anjos,
Plumas,
Palavras em papel de seda.
Menino Deus
Que nasce vestido apenas
Do ébano e da fome,
Ando como se
Carregasse flores presas
Nos cabelos,
Como se visse
Fiquemos tristes Por um instante, Fiquemos graves Como as estampas do silêncio. Tenhamos braços grandes De acolher imensidões de sonhos E dedos mornos, frágeis, Para tocar, solenes, As feridas que cavamos.
Fiquemos mudos Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1993)
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Sei bem
Que a vida,
Na avidez sem fim
De sua boca,
Nos devora.
E a tristeza torce
Os nós dos nossos dedos.
E sendo assim,
A poesia é cantiga Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1405)
A lua
É porto de ancorar
Minh’alma. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1942)
O que mais me dói
É ter ainda que envolver de sudários Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1806)
Um homem embriagado
De versos
Caiu no túmulo
De um livro, Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (909)