Eu vejo
Rosas de fogo
Em tuas mãos.
Reveste-me de púrpura,
Da rudeza
Que transcende dessa espera,
E atropela a palavra,
Sina, saga
Solidão.
Canto em ti,
No ser que desconheço,
Imenso por longínquo,
Intenso em tão pouco.
Canto o artesão
Que me refaz no barro,
O poeta, gigante e pigmeu.
O que fez da promessa,
A chama acesa,
Eterna, a ilusão,
Onde me deito simples e direta
E acordo poeta
Das coisas impossíveis,
Alquimias que transmutam
Dor em alegria,
Noite escura em dia.
O mistério do pranto,
A força que me deu,
Me fez roubar, da paixão,
O fogo.
Homem revestido
De poder e púrpura:
Prometeu!
Partilhar:
|