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ROSAS DE FOGO
27Jan2008 13:39:00


Eu vejo

Rosas de fogo

Em tuas mãos.

Reveste-me de púrpura,

Da rudeza

Que transcende dessa espera,

E atropela a palavra,

Sina, saga

Solidão.

Canto em ti,

No ser que desconheço,

Imenso por longínquo,

Intenso em tão pouco.

Canto o artesão

Que me refaz no barro,

O poeta, gigante e pigmeu.

O que fez da promessa,

A chama acesa,

Eterna, a ilusão,

Onde me deito simples e direta

E acordo poeta

Das coisas impossíveis,

Alquimias que transmutam

Dor em alegria,

Noite escura em dia.

O mistério do pranto,

A força que me deu,

Me fez roubar, da paixão,

O fogo.

Homem revestido

De poder e púrpura:

Prometeu!



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