| O HOMEM QUE CAIU NO TÚMULO DE UM LIVRO |
08Out2007 23:31:00
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 Um homem embriagado
De versos
Caiu no túmulo
De um livro,
E lá permaneceu vivo,
Aprisionado.
Mas sendas de uma Babel
De palavras em chamas,
Silhuetas,
Sombras tatuadas
E nos confins dos dedos
Desatinaram-se a emergir
As chagas vivas,
Assombradas,
Os segredos das dores,
Manuscritas.
E seu canto é mudo
Na dança dos sentidos,
E seu pranto inaudível
É a palavra ágrafa,
O mistério do interdito,
Dor que se deflagra
Irremediável.
Náufrago sem mapa,
O poeta - o - homem - que - caiu - no - túmulo - de - um - livro.
À procura eterna
De um istmo,
Onde posso reunir num só poema
O corpo e a alma
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| Por: |
09Out2007 14:25:45 |
Poema de um náufrago sem mapa mas que encontra o seu destino quando reúne num só poema o corpo e alma. E depois de encontrar procura outro poema para outro corpo e outra alma e depois ...
Poesia de corpo e alma, pois. |
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