 A solidão é uma orquestra surda
Que a alma devaneia triste e absurda.
Tangendo em mim sinfonia de ventos
Desejos sem fim, frases, pensamentos
Procuro além e a vista não alcança
E só nas letras encontro a emoção
Respostas em forma de esperança,
Nas flores da ilusão que o verso lança.
E na ânsia de viver eu bebo a lua
Em sua palidez quando está nua
Me acolhe como nunca alguém o fez.
Enquanto escrevo, afino essa magia
Sob o clarão da luz, em sua nostalgia.
A lua risca no céu sua altivez
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